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Com uma extensão de 114.842 ha, a Terra Indígena Arara do Rio Branco está situada nos municípios de Aripuanã e Colniza, na foz do Rio Branco, tributário do Rio Aripuanã. A TI é circunvizinhada de fazendas por todos os lados, e é cortada por uma estrada que dá acesso, a partir da cidade de Aripuanã, ao projeto de assentamento Conselvam, ligando as rodovias MT-208 e MT-206.
De uma população de cerca de 250 pessoas, a maioria está distribuída em nove aldeias em diferentes pontos da Terra. A maior delas é a aldeia Volta Grande e a menor Pista do Leão. Cerca de 80 moram na cidade de Aripuanã. Com a conquista e demarcação definitiva da Terra e os serviços de assistência à saúde e outros benefícios às sociedades indígenas, a população arara de Aripuanã tem sido estimulada cada vez mais a retornar ou ocupar suas terras. São poucos os Arara que falam a língua materna, sendo sua grande maioria falantes apenas do Português.
Os Arara que vivem nas aldeias praticam uma agricultura de subsistência, cultivando milho, mandioca, melancia, amendoim etc; vivem também da caça e (em menor escala) da pesca. Da mandioca fabricam a farinha de puba, bastante consumida pelas famílias e servindo também como fonte de renda, vendida no mercado local. Os rios, pouco piscosos pelas suas características físico-químicas e a intensa pressão de pesca estão cada vez menos promissores.
A Terra Indígena dos Arara possui significativos castanhais. A coleta da castanha-do-Brasil é uma atividade historicamente exercida pelo povo, servindo na sua quase totalidade para o consumo das famílias. No entanto, seu preço no mercado local é extremamente rebaixado, desestimulando assim sua oferta pelos índios.
A história do povo indígena Arara é marcada pela ocupação da Amazônia pelas frentes extrativistas da borracha em finais do século XIX e início do século XX, quando foram reduzidos e se dispersaram. Na década de 80 o povo reconquistou parte de suas terras. A luta pela sua demarcação, incentivada e apoiada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) se estendeu ostensivamente até o início dos anos noventa: em 1992 a Terra Indígena Arara do Rio Branco foi definitivamente demarcada.
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